AMIGOS DESCONHECIDOS

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Entre um próximo ou amigo e um desconhecido, quem te deveria apoiar nos teus projectos?

 

 

A resposta seria como que automática, “mas é óbvio que é o amigo ou gente próxima!…”. Pois não é tão óbvio assim, pelo menos se tivermos só em conta a realidade angolana (sinceramente desconheço outras).

 

 

É a realidade. Ela dói, mas é. Exemplifico expondo um cenário:
Imagina-te numa boutique, queres comprar uma camisola, na escolha entre os cabides das peças, quase que te escapa um estilo original, acertas-lhe o toque e páras nela. Ela é bonita. Parece ser um estilo único (é o desejo! ), até aí vai aumentando a ansiedade de levares a t-shirt, mas precisas de averiguar detalhes e um deles é algum rótulo.

 

 

Vais reparando até veres com atenção a parte de trás e interna da gola, onde, normalmente vêm as informações, e pimbas! Qual é a marca? É YETWENE.

 

 

Sê sincero contigo mesmo, leitor. Imagina-te. Qual seria a tua reacção? Um “mbila” com tracejados originais, com partes de pequenos axadrezados que, ora te fizeram lembrar Louis Vouitton, ora Gucci, afinal é YETWENE, marca do angolano Bruno Arrobas, “alguém que até conheço…”. “Não. Não vou levar!” Entras em conflito de consciência: uma caixinha da tua cabeça abre-se e te alerta que aquele produto é bonito, inovador e é uma nova linha de aposta vinda das brilhantes ideias do Arrobas… Outra caixinha vai resistir dizendo que comprando a t-shirt estarás a concordar que ele é mesmo um visionário e que o projecto dele é bonito e próspero. Entre nós, regra geral, infelizmente é a última caixinha que vence.

 

 

Esta é a triste realidade. Não precisam ser pessoas desconhecidas a te negarem, indirectamente, apoio. Os primeiros são os nossos próximos. Fazem-no em troca do orgulho. Em princípio é aquela inveja que entendem ser positiva por estar perante actos motivantes, que estimulam a criatividade, e que, de certa forma, o artífice serviria de inspiração para as minhas empreitadas. Mas essa não terá força para resistir à transformação para o “olho grande”. Para a inveja propriamente dita.

 

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Por isso aí vai um conselho: trabalha firme nos teus projectos, se for algo que necessite de exposição e publicidade, do tipo marca de roupa, é melhor deixar ela própria crescer sem a relacionares com o teu nome, sob pena de criares empecilhos ao crescimento do teu empreendimento depois de as pessoas se certificarem que és tu.

 

 

É estranho, mas esta é a visão. Luta de modo a que o projecto faça barulho, não confia em ajuda dos próximos, vais-te decepcionar.

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