ANDEBOL. AS CONTAS DE UM CAN DE HISTÓRIA

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Por: Bruno Arrobas

Caiu o pano e fecharam-se as cortinas do 22º Campeonato Africano de Andebol em femininos que o nosso país albergou de 28 de Novembro a 7 de Dezembro ( ontem). 9 foi o número de selecções participantes, Angola resgatou o título perdido há dois anos para Tunísia, o Congo Democrático, a vice-campeã do último africano, desilude com a última posição e o Senegal, que estava a ser a sensação da prova, manchou-se já no declinar a utilização irregular de uma das suas atletas.

AS CONTAS…

No capítulo desportivo, Angola deu mostras claras que ainda detém a hegemonia continental, dominado o torneio do princípio ao fim, impondo claras goleadas às adversárias, a Tunísia que ganhou na secretaria o direito de jogar a final com Angola, fruto do uso irregular de uma jogadora senegalesa, apresentou-se muito aquém do esperado, cansada e sem ritmo, apesar de conquistar o primeiro lugar do seu grupo na fase regular, mas, a grande decepção foram as nossas vizinhas congolesas democratas, que de vice-campeãs seguraram a lanterna vermelha da prova, e o Senegal? Estava a fazer uma prova brilhante, chegando até à final, derrotando na semifinal as campeãs em título, Tunísia, porém, a falta de organização da sua federação fez cair todo castelo, como foi possível e mesmo conhecendo as regras das nacionalidades desportivas ( um atleta que já tenha representado uma selecção, só pode jogar noutra depois de 3 anos efectivos), jogaram de forma irregular com uma atleta que já havia representado a selecção francesa; manchando com isso a organização do torneio.

Os Camarões, que mesmo sem jogar, subiram ao pódio e vão representar o continente no próximo mundial, que sorte! As selecções que se seguem, Congo Brazavile, Costa do Marfim, Argélia, Guiné Conacry, fizeram o habitual em provas do género.

No capítulo organizacional, a comissão organizadora conseguiu atingir os 70% dos objectivos, do nosso ponto de vista. Tirando os jogos que envolveram a selecção angolana, o pavilhão esteve sempre às moscas, dando uma péssima imagem da bonita arena do Kilamba. E não conseguimos perceber a falta de agressividade da organização, tendo por perto a cidade do Kilamba, os bairros Vila-Flor, Sapu e Kamama, circunscritos da arena, não conseguiu fazer o marketing que se impunha para o campeonato, muitos moradores desses bairros só se aperceberam da prova ontem, no jogo da final.

Não se viram outodoors a publicitar a prova, não havia material merchandising, nem tão pouco uma página dedicada à prova na rede social “Facebook “, mesmo sabendo que hoje tudo gira em torno dessas plataformas digitais, faltou ainda publicidade televisiva e radiofónica (tirando a Rádio Cinco), enfim… É chegada a hora das nossas federações aprenderem que a publicidade é a alma de negócio.

O JOGO DA FINAL

Quando eram 19h03′ a Tunísia dava o primeiro toque de bola, e num livre dos 7 m as tunisianas abriram o marcador, mas, o empate angolano surgiu logo aos 1:16” por Albertina Kassoma, a reviravolta e o domínio angolano veio logo a seguir, Carol, ao passe de Belinha fez o 2-1 favoráveis e dai só deu Angola. Decorridos 5′, já vencíamos por 4-1 e tudo por culpa da “Alto-Comissária”, a capitã Natália Bernardo. As tunisianas não conseguiam seguir a passada angolana e ao intervalo, Angola vencia por claros 16-7.

No reatamento, o massacre angolano contra a Tunísia, foram 10′ sem que as tunisianas marcassem golo. Enquanto a nossa guarda-redes, Teresa Almeida “Bá” defendia tudo, Natália Bernardo comandava os ataques, pois foi dela o primeiro golo angolano na segunda parte, de um livre dos 7m.

Sem forças para aguentar, a Tunísia sentia a força e rapidez das pérolas angolanas, que brilhavam e enchiam de alegria o público que lotou por completo o multiusos do Kilamba. Resultado final, Angola 37-17 Tunísia. “ANGOLAAAA CAMPEÃ!!” grita-se.

Filipe de Carvalho Cruz e pupilas, resgataram o troféu que estava em posse da Tunísia, vencendo com isso o seu 12.º título africano.

Natália Bernardo foi considerada a MVP do jogo e a mais valiosa do torneiro.

OS NÚMEROS

Findo o CAN 2016 em Luanda, a classificação ficou assim ordenada:
1º-Angola; 2º- Tunísia; 3º-Camarões; 4º-Congo Brazavile; 5º-Costa do Marfim; 6º-Argélia; 7º-Guiné Conacry; 8º-Congo Democrático e o Senegal foi desqualificado.

O sete da prova, dominado pelas pérolas, foi composto pelas seguintes atletas:
Teresa Almeida “Bá”, Albertina Kassoma; Azenaide Carlos, Joelma Viegas, Magda Casanga, Amal Hamrouni(Tunísia) e Natália Bernardo(MVP).

Além das medalhas, os Camarões levaram para casa a quantia de 10.000,00 Euros, Tunísia, 15.000,00 euros, Angola ficou com 25.000,00 euros.

O próximo CAN será realizado em 2018 na República do Congo e a Yetwene, que se impões ao marcar na história do CAN 2016 com cobertura a 100%, também estará lá para trazer o melhor do andebol africano.

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