ANGOLANO NA CHINA APOSTA NA CORRENTE DO PENSAMENTO POSITIVO

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Por: Anabela Muquissi

Hortêncio Cassemene é um jovem do Luena, província do Moxico. Estuda Ciências da Computação e Tecnologia na Universidade de Telecomunicações e Correios de Chongqing, na China. É igualmente pesquisador na área do desenvolvimento pessoal, o que lhe facilita a passagem para apostar em escrita de auto-ajuda, a partir da China. Já tem um livro: CAMINHOS, publicado em Agosto do ano passado, e já prepara outro especificamente para público chinês.

 

I.V- Como e quando surgiu a ideia de escrever.
Foi sempre um sonho ou considera um mero hobby?

H.C: A ideia de escrever surgiu da vontade de ajudar as pessoas a encontrarem-se e tornarem-se na melhor versão de si mesmas, tal como aconteceu comigo, depois de um estudo aprofundado da teoria quântica, lei da atracção e neorolinguística. Estas áreas do conhecimento permitiram idealizar a capacidade do ser humano de se superar e viver a vida que deseja. É por este motivo que os meus escritos reflectem mais o poder da mente humana, se foi um sonho, então já vivo este sonho, não considero a escrita um simples hoby, quero fazer carreira nisso.

I.V- Como escolheu CAMINHOS como o título de sua primeira obra?

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H.C: O título CAMINHOS surgiu da discussão com um amigo muito próximo. Em primeiro lugar eu pensei em escrever CAMINHOS PARA A FELICIDADE, depois de lhe ter explicado taxativamente a ideia do livro, ele percebeu que, embora o livro abordasse muito sobre felicidade, as ideias não se limitavam por ali, era algo além, daí que ficasse apenas CAMINHOS. Deixando o leitor por si mesmo descobrir para onde o levam estes caminhos.

 

I.V- Já pensou no próximo título a lançar?

H.C: Na verdade, o CAMINHOS marcou o começo de uma nova etapa da minha vida, ele foi escrito na intenção de abrir portas a novas possibilidades, sendo assim, está lançado o desafio e próximas obras se avizinham, em breve anunciarei o título, mas, para adiantar, este outro terá a China como público alvo.

 

I.V- Sabemos das dificildades que se enfrentam para se publicar um livro. Qual foi a sua maior dificuldade?

H.C: Fomos habituados a pensar que temos que trabalhar duramente para as coisas funcionarem e isto infelizmente limita muita gente. A boa nova é que quando queremos algo com todo o nosso coração, o universo conspira a nosso favor e cria condições para realizar os nossos desejos, isto sim, é uma verdade incontestável, aconteceu comigo. Não digo que foi fácil, mas também não foi um bicho de sete cabeças, o segredo está em fazer a coisa certa, estar no momento certo e com as pessoas certas, uma ferramenta que ajuda bastante é a observação, temos de estar atentos aos sinais. A minha maior dificuldade foi a falta de paciência, fruto da ansiedade. As coisas vão funcionar, elas acabam funcionando quando somos pacientes, saber esperar é uma virtude e aprendi muito com a publicação do primeiro livro.

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I.V- Depois da primeira obra, quais as vantagens teve e como a sociedade, sobretudo os seus amigos, têm-no encarado?

H.C: Depois de ter publicado a primeira obra, como pessoa cresci muito, pois percebi que não basta escrever, temos de ser o espelho do que queremos transmitir. Escrevi algumas ideias que nem eu tinha posto em prática, lendo as minhas ideias no livro e vendo elas mudarem a vida das pessoas, isto deu-me forças para aplicar também. A sociedade me encara com olhos diferentes, como um jovem promissor, os amigos encaram este novo Cassemene como uma pessoa a quem se podem inspirar e fazer coisas magníficas, isto é óptimo.

I.V- Como encara as criticas?

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H.C: Naturalmente, sou uma pessoa muito crítica comigo mesmo e incentivo as pessoas a me criticarem, mas não me deixo levar com as críticas, conheço-me e conheço os meus ideais, sei quando devo marcar um passo a frente, quando devo recuar ou parar, acima de tudo, ouço muito bem o que as pessoas dizem, e quando vale apenas, mudo de rota de acordo a crítica, não sou orgulhoso.

I.V- Para muitos jovens, a leitura tem sido um bicho de sete cabeças, como vê o progresso da literatura angolana nos últimos 4 anos?

H.C: A literatura só poderá progredir quando os escritores deixarem de ser meros criadores de textos, quando forem sonhadores, pois não é a escrita isolada que move o leitor, mas o sonho do escritor em impactar vidas. É preciso dar vida aos textos e fazer os escritos refletirem na vida das pessoas, sejam poemas, contos, auto-ajuda, romance e não só. A promoção também é uma ferramenta indispensável, o que o Víctor Hugo Mendes está a fazer é incrível, como escritor e sonhador, me revejo imenso no seu trabalho e como disse Vui-Vui, “Não basta ter talento” é este conceito que falta para que a carruagem caminhe, mas posso dizer que estamos num bom caminho, certamente muito melhor que antes. Não posso entrar em detalhes por não dominar a fundo a realidade actual do mundo literário em Angola.

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