O “BENDITO” MESTRE DO MARRANÇO

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Por: Redacção

Foi por meio de uma chamada radiofónica que eu (Bruno Arrobas) me apercebi do projecto “Hora H“, uma plataforma de descoberta de novos valores para o mundo da comunicação social, cuja história marca o ponto de partida em 1997, em Malange. Emigrou para Luanda onde começou no IMEL, mais tarde transferiu-se para o Instituto Superior João Paulo II (Largo das Escolas), e por lá ainda se mantém.

Depois de uma infância ligada à rádio, tudo por conta dos meus pais que viam no rádio a melhor maneira de matar a saudades da terra-natal, pois tinham sido transferidos para trabalhar no Namibe. De tanto ouvir a rádio acabei por me viciar e apaixonar-me pela profissão de jornalista, conhecer de cor os nomes e as vozes dos locutores e técnicos da RNA. Um desses nomes soava “bendito” aos meus ouvidos, sabia que vinha sempre de Malange, ora Torres Cândido, ora Benedito Soares. O último, por ter o nome do meu pai, (Mário Benedito), por sinal ouvinte assíduo da emissora mãe, mais facilmente me identificava.

Movido pela paixão, segui a Luanda onde a chamada da rádio soou como oportunidade de aprender mais sobre o ofício de dar novidades. Seguindo a voz da alma conheci o “Marranço” (alcunha da formação) numa tarde de sábado, para aumentar a minha alegria, a sala estava composta de jovens; a jornalista Leda Macuéria dava o seu testemunho, incentivando os aspirante a jornalista a não desistirem do sonho, a vencerem as adversidades, pois, mais do que ter voz, a leitura era fundamental.

MARRAR

A cada sábado renascia para o mundo da comunicação e da Língua Portuguesa, outra paixão de infância, domínio das questões básicas da língua de Camões. Foi daí que o verbo “marrar” começou a fazer sentido, era leitura a toda hora, não importava o lugar nem o momento, tudo servia para o “marranço”, palavra de ordem do projecto.

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A sua forma carismática e directa como passa conhecimentos apaixona muitos candidatos que lá tentam. Benedito Soares consegue mostrar aos pupilos o que é ser de facto um grande mestre. É conhecedor da arte de formar para informar, defensor acérrimo do bom tratamento da Língua Portuguesa e é actualmente uma referência da nova vaga de jornalistas, desde locutores, redactores, editores, apresentadores, repórteres e até advogados, sociólogos e médicos, pois do projecto saem homens preparados para qualquer área do saber. Foi pela mão do (bendito) mestre Benedito que hoje dominamos e brincamos com as palavras, desenhamos letras, informamos com convicção e nos firmamos nos princípios do jornalismo: informar, educar e recrear.

OBRIGADO, MESTRE!

Este editorial, além de um especial intento de alento para contribuir na rápida recuperação da complicação física que sofre neste momento, visa reconhecer o grande contributo dado por Benedito Soares à nova geração, àqueles que reconhecem respectivos renascimentos após participarem do “marranço”, que se sentem na obrigação de se curvarem perante a figura do monstro do saber, pois a nossa ascensão como jornalistas, juristas, sociólogos, médicos, cantores, repórteres e até empreendedores, dependeu da forma brilhante como nos foi transmitido o conhecimento da Língua Portuguesa, da cultura geral e de outras latitudes.image

O nome de Benedito Soares faz parte da nossa história como homens em busca incessante do saber e da escrita; é a estrela mais cintilante neste universo de constelações, e para nós um mestre, um pai, um amigo, é sobretudo um “abre-latas”. Um caçador de talentos, que nos expliquem as vozes fortes de Leda Macuéria, Quina Santos e Juliana Chitunda, a confiança consolidada de Salomão Abílio, a rapidez rítmica de Atílio Aionda, as evolutivas conquistas de prémios e menções de Sílvia Samara e, mais recentemente, Teresa Fukiady, a cada vez apurada dicção e a invejável capacidade de dar luz às palavras, notáveis nos escritos de Jacinto Malungo e Pihia Rodrigues, o poderoso timbre de Barroso Martins e Manuel Milonga, a criatividade das reportagens de Kinavuídi Barbosa, enfim…É apenas a ponta do iceberg, já que só fizemos referência a alguns que residem em Luanda.

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De outros ramos que não seja a comunicação social, refiramos o monstro do rap nacional, Kid MC, que vê sua passagem no “Marranço” como uma marca, o que lhe inspirou, inclusive, a evocar num dos temas do último álbum. O rapper está prestes a começar um programa radiofónico com a confiança gerada na ‘Hora H’. No Marranço.

Mestre Bene, a redacção da revista yetwene, composta por uma equipa cuja maioria é produto dos seus berros e rigor na ‘sala do pico’, no Bagdad, deseja-lhe rápidas melhoras e que volte ao seu conforto: a fazer o que mais lhe dá prazer: formar Homens.

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