CLÍNICAS PRIVADAS TAMBÉM SEM SAÚDE

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Por: Bruno Arrobas

Depois de na semana passada ter se levantado correntes para acudir ao apelo de uma médica do hospital pediátrico ‘David Bernardino’, que por uma mensagem enviada via WhatsApp, apelava o bom senso dos cidadãos para suprir as necessidades daquele hospital que se prendia na falta de luvas, seringas, compressas, curitas, soro, mosqueteiros e outros, a Yetwene decidiu fazer uma gira pelas clínicas privadas de Luanda para saber o estado de saúde das mesmas.

 

Talatona, 22h00′ -Parque de estacionamento cheio e com os pacientes impacientes por terem apenas um médico em serviço, filas longas para retirar uma senha de atendimento, era o cenário que encontramos numa cliente privada na zona do shopping Center. Após a retirada da respectiva senha, o paciente aguarda mais de hora e meia para ser atendido. Saído do consultório médico, outro problema, a falta de medicamento na farmácia local, familiares são obrigados a dirigem a uma mais próxima em busca dos medicamentos prescritos na receita médica.

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No Patriota, o cenário era o mesmo, mães com os bebés ao colo, aguardavam furiosas pela entrada ao consultório da única pediatra da clínica que segundo ouvimos, demorava mais de três horas por pacientes, havendo na altura pacientes dormindo na sala de espera.

 

 

Já na urbanização Nova Vida, o cenário era completamente diferente, os atendimentos eram rápidos e eficazes. Os  profissionais na sua maioria cidadãos cubanos, são ainda as preferências dos pacientes. Dona Maria confidenciou-nos que ” neste momento, aquela clínica é a melhor em atendimento, pecando apenas na hora do pagamento, porque já há algum tempo que os cartões de seguro da ENSA não são aceites, para ela isso tem dificultado muito; “numa fase como este, a pessoa paga o seguros para se evitar os encargos com saúde, porém, é obrigada a mexer no orçamento familiar” desabafou.

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Na Avenida 21 de Janeiro, encontramos outro cenário, o movimento era calmo, o atendimento era muito bem melhor e o número de médicos era superior às outras, 4 era o número de profissionais. Ao contrário de algumas, os cartões de seguro cobriam às consultas.

 
Terminamos no centro da cidade, Ilha de Luanda foi o nosso último destino, encontramos o pior cenário, enchentes, maior número de pacientes, congestionamento para a entrada as medições da mesma e pacientes frustrados.

 

 

Os pacientes eram unânimes em afirmar que “a única diferença entre as clínica privadas e os hospitais públicos, reside no pagamento caríssimo pelos serviços, e que, não compensa, pois, não há saúde em Angola”.

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