CRÓNICA DE UM AGARRADO

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Por: Wínia Silvana

Em vésperas de final de ano, o kwanza sem kumbu já está a pensar como é ficar nalgum sítio que os bolsos deles estão a dormir, um sono longínquo, enquanto a terra se movia espaços e terra afora, principalmente daqueles que não choram horrores como outros, quando despertavam, os habitantes olhavam de novo nos seus rostos e sabiam que, naquela noite eles tinham sido visitados pela fantasia de um sonho.“

O kwanza é um tentador, principalmente nessa época misericordiosa das festas, o dinheiro finge ser teu amigo. Ele é teu amigo, mas também teu inimigo. O dinheiro ”revela” milhares e milhares de unhas-de-fome que estão aí com nada. Ele gera o excesso do rancor. Ele gera realmente tudo isso. Neste preciso momento.

As pessoas dizem «time is money» para apressar quem trabalha. A única maneira de comprar tempo é de precisar de menos dinheiro para viver, para poder passar menos tempo a ganhá-lo. E ficar com mais tempo para trabalhar no que dá mais gosto e para ter o luxo indispensável de poder perder tempo a fazer ninharias e a ser-se indolente.”

No meu descritivismo, o meu amigo descobriu que estamos com fome de amor, estamos com sede de lágrimas, porque as que caem são as do “baju”- Kwanza vem, kwanza vai, lembrei-me de um velho conhecido muito pão duro. Observem o seguinte, existe uma diferença enorme entre o pão duro e o duro.

 

O primeiro tem dinheiro e não quer gastar, “nem consigo mesmo”, já o segundo, bem o nome diz tudo, é aquela pessoa que tem “mês” demais para pouco salário.

Ó meus leitores!

Vocês não imaginam como é aquele meu amigo unha de fome, mesmo com o estômago a roncar:

Unha de fome é pouco! Aquele gajo é capaz de não comer lambula só pra não ter que jogar as espinhas fora. A lambula é que está a bater na nguimbi.

O tempo não volta para trás e as nossas decisões são irreversíveis. Ainda bem, porque, se fosse possível, teríamos várias vidas de mentira e ilusão onde o significado da nossa existência de nada valia. No entanto, esta consciência da importância das nossas opções de vida, obriga-nos a repensar o que é prioritário e o que é acessório.

Será que o kumbu é necessário ou é acessório?

Me dá só dinheiro para o táxi!

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