ELEIÇÕES NA FAF. VOTA-SE EM IDEIAS, NÃO A PESSOAS

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Por: Nilton Meirelles

É o nosso recado ao eleitorado futebolístico que no próximo dia 17 de Dezembro levará ao acme os próximos mandátários da modalidade rainha no país.

Artur Almeida (Lista A), José Luís Prata (Lista B) e Osvaldo Saturnino “Jesus” (Lista C). 3 nomes, 3 listas, 3 projectos e apenas 1 lugar na cadeira da Federação Angolana de Futebol.

Sem olhar a nomes e currículos, pois a modalidade rainha no mundo já levou ao top, engenheiros, professores, e ex presidiários, chama-nos atenção o facto de os candidatos lutarem por uma casa que não lhes é desconhecida.

Artur, Prata e Jesus passaram pela vice presidência da FAF nos últimos anos, inclusive o lider da lista C é o actual vice-presidente cessante. Caberá agora às associações provinciais de futebol (APF) e clubes decidirem o regresso de um dos ex vice-presidentes à Federação, ocupando agora a cadeira máxima no próximo ciclo 2017-2020.

Pelo observado ao longo da última semana, dado o pontapé de saida das campanhas das listas concorrentes, parece que cada um dos líderes domina as principais lacunas e doenças que levaram o futebol angolano às posições abaixo da 150. ª posição no ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA), agravados pelo longo jejum das selecções de formação das principais competições continentais e mundiais, a quase extinção do futebol feminino, bem como o semi-profissionalismo evidenciado na casa mãe da modalidade e nas competições internas disputadas nos dias de hoje.

Cada um, a seu jeito, tem-se dirigido ao eleitorado futebolistico nacional procurando vender da melhor maneira as ideias de seus projectos. Atenção!! “IDEIAS”… Esta deve ser o principal item avaliativo antes de qualquer escolha da população votante (APF e clubes), sem olhar a nomes, currículos, cores partidárias e clubisticas, pois de promessas os adeptos do futebol angolano estão cheios, e chegou a hora de se dar oportunidade aos projectos que melhor atacarão as lacunas e doenças actuais do nosso futebol, que precisa o mais rapidamente possível sair do abismo em que chegou nos ultimos anos. Desde o Mundial-Alemanha 2006, feito historico e passado com que ainda querem viver certos integrantes da nossa praça futebolistica, a musica é …? “Estamos sempre a descer”.

Convidado a fazer parte desta Jovem Revista em fevereiro último, que vai fazendo marca, conquistando e segmentando leitores no espaço cibernético, foram inumeras, as ocasiões em que, com muita infelicidade partilhei ideias para esta rubrica desportiva (Trumunus) e confesso que a maior parte destas infelicidades foram provocadas pela modalidade rainha do nosso país.

É nesta perspectiva de redução das infelicidades que temos acompanhado o nosso futebol e despertar á atenção da nossa população votante da importância de elegerem o projecto com as melhores ideias para atacarmos nossas lacunas e afastarmos definitivamente o abismo no nosso futebol, que deixaremos três linhas fundamentais que pensamos serem exigíveis e prioritários aos proximos mandatários do futebol Angolano :

A ) INFRAESTRUTURAS:

Não defendemos a actual politica de um estádio por província. Não emanciparemos novos talentos enquanto não pensarmos em investir infraestruturalmente por municipios e comunidades. Precisamos criar condições para prática futebolistica nas nossas localidades. Perdem-se cada vez mais os escassos espaços existentes para prática futebolistica nos nossos bairros e vilas, para darem lugar a espaços de outros interesses. Nossas selecções precisam de centros de estagios; Fecitamis, porém, as iniciativas do Inter Clube de Angola, até hoje o único clube da capital do país que joga em estadio próprio (exemplo a seguir), como da Academia de Futebol de Angola (AFA), Academia do Clube Desportivo 1º de Agosto, clube que hoje pensa e vive o futebol em toda sua vertente : Teorica, pratica, ciêntifica e humana – Assim se faz o futebol no Seculo XXI.

B) PROFISSIONALISMO

Todos agentes do futebol, dirigentes, jogadores, treinadores, árbitros, empresários e outros necessitam pensar, respirar e viver, o futebol 24/24 horas desde os clubes as selecções nacionais. É inadmissivel termos representantes federativos funcionando a meio período (part -time). Temos de investir e criar condições para profissionalização em todas classes do nosso futebol. A liga de clubes que concumitantemente levará a profissionalização das nossas competições internas, é um excelente ponto de partida( agrada-nos saber que do ponto de vista legislativo e de nossos clubes, ela está a um passo de ser materializada), ficamos felizes em ouvir, em tempos, Alves Simões, presidente do Interclube, num programa radiofónico, afirmando que “ a liga é inevitável em Angola…” E “… Estão reunidas já as assinaturas dos principais clubes do país…”.

Com ela obrigaremos um nivel profissional a todas classes envolvidas nas nossas competições, levaremos a FAF ao mesmo patamar com responsabilidades limitadas as selecções nacionais, abriremos as portas das competições internas aos empresários, gerando-se patrocinadores de primeira e segunda linha em grande escala, acompanhados de receitas publicitárias e televisivas, um antidoto às ameaças de desistências dos clubes das competições a meio da epoca como verificamos ainda recentemente. E nada melhor que materializá-la já, quando estamos à beira de um novo ciclo federativo e uma das principais marcas televisivas operando no país juntou-se ao nosso principal campeonato;

C) REESTRUTURAÇÃO DE TODA BASE FUTEBOLISTICA

De uma vez por todas, devemos acabar com demagogia e aldrabices no nosso futebol. Copiar os bons exemplos e nivelar a prática futebolistica no nosso pais em todos escalões etários, rigorosamente desde os Iniciados, aos sub 12, Sub 15, Sub 17, Sub 19, Sub 20, Sub 23 (olímpicos) até à selecção principal.

A Alemanha e, mais recentemente, Portugal não chegaram a campeões do mundo e europeu, respectivamente, num estalar de dedos. Organizaram-se, apostaram nas bases formativas, dando-lhes atenção em todas as vertentes. Hoje, além dos títulos nos escalões máximos, detêm titulos continentais nas categorias jovens e com um campo de recrutamento muito abundante para as suas selecções.

Aproveitemos a AFA para começarmos a mudança a partir dos escalões menores, definir modelos e estratégias para melhor formação futebolística de nossos jogadores, oferecerendo todas competências necessárias para que vinguem ao mais alto nivel nos grandes palcos do futebol mundial. Até quando continuaremos a observar as grandes competições de clubes internacionais sem atletas angolanos? Deixemos de nos contentar com presenças em 10 em 10 anos nos campeonatos africanos de categoria Sub 17 e Sub 20. Trabalhemos para estarmos presentes na mais alta roda do futebol africano com frequência.

PS: Esperamos que independentemente da Lista vencedora do sufragio na FAF no proximo dia 17, esteja salvaguardado o plano de preparação da nossa selecção Sub 17 que em Abril do proximo ano, representará o país no campeonato africano da categoria, no Madagascar.

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