ENTREVISTA COM LEILA DE SOUSA ANDRADE

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Leila de Sousa Andrade, CEO do Pris Food

 

Por: Bruno Arrobas

Saudações caro internauta, fazemos votos de uma leitura agradável do nosso espaço. “Ideias que vendem”  é a versão escrita do programa radiofónico com o mesmo nome,  uma produção do grupo “Ideias Fixas”, que quinzenalmente Bruno Arrobas apresenta.

Numa conversa descontraída e sem muitos formalismos, você terá na primeira pessoa, testemunhos sobre o sucesso nas ideias criativas: de onde partiu a ideia? Como começou e onde passou?  Na primeira postagem do nosso espaço, nada melhor que começar com uma mulher.

Elizabete Leila M. Cortez de Sousa Andrade, personifica não só a força inabalável do espírito feminino como a determinação da mulher angolana. Engenheira de formação, mora no ADN dela ideias a jovem que transformou um simples nome em uma marca de sucesso no Kilamba, revela aqui o ingrediente secreto que temperou o empreendedorismo como vontade de fazer e apurar o sabor do sucesso com a paixão de quem quer ainda muito crescer.

 

IDEIAS QUE VENDEM( I.V): Bem vinda ao nosso primeiro programa, preparada para começar?

LEILA ANDRADE( L.A): (risos) sempre preparada, e desde já, grata por ser a primeira entrevista do vosso espaço!

 

I.V: Sói dizer-se que difícil é começar. Esse pressuposto também faz parte da sua vida?

L.A: É o seguinte, todo começo acaba por ser sempre difícil, todo ponto de partida é muito complicado. Tirar do papel uma ideia ou um sonho acarreta muitas responsabilidades e também inúmeras dificuldades. Acredito que para realizarmos alguma coisa, devemos despir-nos da insegurança, temos de tapar os ouvidos com algodão para aquelas vozes negativas, porque as pessoas estão sempre cépticas e vêm logo com pensamentos negativos para cima de nós. Mas, quando se tem certeza do caminho, não há obstáculo que impeça a caminhada. Eu sou formada numa área totalmente diferente da que actuo hoje, tive uma formação académica sem dificuldades e sem percalços, porque a minha mãe investiu bastante em mim, mas ainda assim apostei em fazer algo diferente do que me formei. Em suma, foi sim difícil começar.

 

I.V: Uma questão de destino, então?

L.A: Não acho que seja destino. Até porque não tenho muita crença em destino, não creio que exista coisas pré-traçadas, acho ainda, que ninguém nasce destinado a fazer alguma coisa, e digo mais, nós próprios é que traçamos o nosso destino. Nesse caso não foi destino porque em princípio foi por necessidade. Queria impor-me, pretendia ter uma boa posição na sociedade, sentia a necessidade de liderar, porque acho que tenho no ADN a liderança. Mas, o ponto máximo foi mesmo em ter a minha liberdade financeira.

 

I.V: A par de empreendedora também é informática, conta-nos como é conciliar essas duas actividades?

L.A: De momento coloquei a informática em “stand by”, mas não deixo de praticá-la, até porque vendo os meus produtos usando as últimas tecnologias. Afinal, foram 5 anos de formação e tenho a oportunidade de juntar o útil ao agradável. Hoje o mundo é cada vez mais digital e o mercado tecnológico não pára de crescer, grandes empresas usam as tecnologias para se manterem no topo, e porque não o Pris Food? (sua empresa) Por isso, aproveito a minha área de formação para incluir a minha empresa.

Leila de Sousa Andrade

 

I.V: O que lhe mais motiva quando lhe é apresentada uma proposta para um trabalho?

L.A: Acima de qualquer outra motivação está a superação, porque eu adoro desafios. Quando chega alguém me desafiando a fazer algo fora do normal, ou seja, o que humanamente seja impossível.   A seguir, vem logo a satisfação do desafiante após o desafio concluído. Ver cada sorriso nos meus clientes sabem muito bem, faz-me superar a cada desafio, e é isso que realmente me motiva.

 

I.V: O Pris Food hoje já é uma marca no Kilamba e no Rangel. Pretende continuar a crescer? Até aonde?

L.A : (risos), o céu é o meu limite. Mas, é o seguinte, a minha pretensão é tornar o meu negócio num negócio de gerações, mesmo que um dia eu já não estiver cá, o Pris Food continuará com certeza, quero poder deixar a marca que hoje comecei. Aconteceu com muitos negócios ao redor do mundo, simples negócios que se tornaram em patrimónios familiares. Minha visão é transformar o Pris numa Multi-nacional e sei que Deus irá ajudar-nos.

 

I.V: Que arma usa para divulgar o Pris Food?

L.A: Vivemos 100% de tecnologia. Hoje em dia quem não souber vender, quem não souber fazer propaganda, quem não souber utilizar as ferramentas do marketing, como publicitar sua marca, cai no esquecimento. Assim sendo, além de usarmos a rádio, que ainda detém o monopólio da audiência, produzimos também flayers, participamos em eventos, de forma a expandir ainda mais a nossa marca.

 

I.V: Notamos que uma maneira que usa para publicitar os seus serviços, são as redes sociais. De que forma percebeu que elas teriam um papel fundamental na divulgação do Pris Food?

 

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L.A: O nosso público-alvo, que são as crianças, jovens, senhores (na sua maioria) e até idosos (risos), hoje usam e estão conectados às redes sociais. Tudo o que se passa no mundo gira em torno delas, então, quem queira tornar-se grande hoje, tem de se associar, mas isso pode ser uma espada de dois gumes, porque tem de se saber publicitar e nada de enfadar com publicações, as descrições têm de ser atractivas, as imagens reais e convidativas, usar termos que atingem a todos. Porque hoje as pessoas começam a comer a partir dos olhos e deliciam-se com a mente, antes de usarem a boca e o estômago.   O caminho do sucesso

 

I.V: Observando o papel e o trajecto de sucesso que tem percorrido enquanto pasteleira, quais as maiores dificuldades que encontrou, e como as ultrapassou?

L.A: Tenho uma alma um pouco à frente do meu tempo, considero-me uma mulher bastante feminista Mas hoje a mulher angolana encara o empreendedorismo como alvo a bater, e isso não é de agora, vem de muito longe, começou com as kitandeiras, as peixeiras do antigamente, das guerreiras zungueiras, mulheres de fibra, que conseguem suster suas famílias com o suor dos seus rostos. Tenho servido de exemplo para outras mulheres da minha idade, desde amigas, conhecidas e principalmente no seio familiar. Hoje por minha causa, minha irmã também afirma-se como empreendedora.

 

I.V: Como define uma Ideia que vende?

L.A: (risos) é aquela que leva ao sucesso, ou seja, uma ideia de sucesso. Se tivermos um espírito de certa forma empreendedor, em qualquer canto teremos uma ideia que venda. Mas, uma ideia só simplesmente é vazia, a ideia que realmente vende é aquela que é sempre acompanhada da acção.

 

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I.V: Gostaria de lhe pedir que partilhasse algumas histórias curiosas, que tenha acontecido neste trajecto de sucesso.

L.A: (Risos), São tantas histórias curiosas, mas, eu ainda não cheguei ao fim. Numa escala de 0 a 10, considero-me estar ainda a 5. Não sei se é por ser tão ambiciosa, mas é o seguinte, fazendo uma comparação, de onde estou com o de onde começámos, vejo que já marquei grandes passos. Lembro-me de ter começado com apenas 18 anos com a roulote do meu tio, que por estar parada, convenci-lhe a emprestar. Na altura estava na Universidade e sentia um bocadinho de apertos na hora de pagar o táxi, nos lanches da cantina da escola, de ter boa vida, na verdade. Então, por causa dessas necessidade e também por gostar sempre de ser independente em todos os sentidos… Depois de receber a roulotte, a estacionei em frente da casa e alternava a escola com o negócio. Já com 20 anos, criei uma ideia num espaço pequeno que havia em casa que dava para a rua principal, foi do beco onde nasceu o meu Pris, que foi em homenagem a uma cachorra que tinha sido oferecida pelo meu namorado, hoje marido, mas que fora nomeada pela minha cunhada, de tão linda e fofa que era, chamamo-la de Priscila, que, infelizmente, depois de ser infectada por um vírus muito comum nos cães acabou por sucumbir. Lembro-me que foi a partir desse dia que ganhei forças e vontade de homenageá-la, por tudo que representava na minha vida, enterrei-a justamente no lugar onde comecei a erguer o Pris Food. Outras histórias engraçadas foram às vezes que andei de mototáxi (Kupapata), íamos fazendo compras para o Pris Hambúrguer( foi assim que começamos, porque, confeccionávamos, apenas, hambúrgueres); também já cheguei a limpar a lama da rua por causa do Pris, pois no Rangel, na rua 28 de Novembro, na Dona Amália, por não estar asfaltada estagnava sempre água das chuvas e mesmo com funcionários, preferia sempre ser eu a cuidar da limpeza do estabelecimento. Mas uma história muito recente, marcou de que maneira a minha trajectória: ver-me a ser transportada por uma ambulância por conta de um acidente de viação em serviço para o meu Pris Food.

 

I.V: Para terminar, peço-lhe, e porque falamos de alimentação de qualidade, a receita do sucesso do Pris Food?

L.A: É assim, tenho em minha vida três pilares. Mesmo não sendo uma mulher totalmente realizada, sinto-me uma mulher feliz. Meu primeiro pilar chama-se Deus, posso não ir frequentemente à igreja, mas primo em ter Deus em tudo o que faço, e só a Ele entrego todos os dias da minha vida; o segundo pilar é o meu amado e amável marido, ele é muito especial para mim, uma pessoa sempre disposta a sacrificar-se por mim, se fosse necessário, creio que, daria a vida dele por mim. Apoia-me em tudo e é sempre importante termos o apoio dos ente-queridos para a realização dos nossos sonhos; o meu terceiro pilar, é a minha força de vontade. Nunca desistir em meio às dificuldades e quando estiver no fundo, creio aí ser o limite, porque mais fundo dele não vou. Não é fácil construir de raiz seja o que for, acredito, ser essa a receita do sucesso, Deus, marido e a força de vontade.

 

 

 

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