IDEIAS. A FEBRE DA JUVENTUDE ANGOLANA

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Por: Bruno Arrobas

A actual conjuntura económica com a qual vivemos nos últimos dois anos elevou à moda o termo ideias. Sem chance de ingresso a concursos públicos realizados pelo Estado ( o paraíso), a juventude viu-se obrigada a criar, a pensar e a copiar bons exemplos, seguindo uma máxima preguiçosa, e própria de invejosos, de que “nada se cria, tudo se copia“.

Nesta luta do empurra-empurra ninguém sai a ganhar, porque o que vale mesmo é empurrar, não importa como, mas que ele não pode singrar mais do que eu, não. É assim que estamos hoje, prejudicando a ascensão de quem seja, o importante mesmo é não deixar ninguém prosperar sozinho, sob pena de se igualar ou até superar os ditos papões da buisiness angolano.

Se um tem a ideia de criar um whorkshop, o outro por ter alguma influência cria algo semelhante, só para parar de vez com o intento do primeiro; alguém teve a ideia de criar uma marca de roupa, o que tem algum poder económico, faz tal e qual, se por acaso eu começar a produzir mamão no quintal da minha avó e vendê-lo na comunidade, o vizinho do lado faz o mesmo e ainda chama as autoridades fiscais para interromperem o meu negócio…

O mais grave consiste em me ter sido solicitado um determinado trabalho e mesmo não podendo realizá-lo, jamais admitirei e nem passarei ao meu amigo que tem melhores condições de realizar. Para não vê-lo crescer, não lhe dou nada. Porque aqui é assim: Eu, eu, eu, eu e mais eu; pois aprendemos que “cada um por si e Deus para todos”.

No meio dessa luta, podemos dar conta dos que fazem por amor, que se sacrificam pelo próximo, mesmo com a crise não medem esforços para criarem encontros, whorkshops, sentadas com entradas livres, em que a visão é de dar outras valências à juventude, é o caso do mais nobre encontro sobre ideias, o já afamado “Encontro das Ideias”, organizado pelo grupo Ideias Fixas e o projecto “mil segundos” do grupo FAU-ME de Aristides Lemba. Será que estes jovens não merecem acompanhamento do Ministério da Juventude? Sabemos todos que há uma verba destinadas para apoiar jovens com projectos de inclusão social dos outros jovens.

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Sei que para tentar ofuscar o trabalho genial desses jovens, os que “estão podendo” criam projectos semelhantes e como têm acesso aos kwanzas, aos grandes patrocinadores e aos mídias acabam sendo eles os enaltecidos, mesmo organizando eventos lucrativos, em que se cobram pelos ingressos.

Para os jovens, peço-vos mais união, não inveja o teu amigo, no final as ideias convergem e todos sairão a ganhar; sejamos como os portugueses no exterior, só comem nos restaurantes dos seus compatriotas, os congoleses também são bons exemplos disso, no “salão” do bairro cada um faz a sua arte, os malianos que juntos fazem fortuna.

Se tiveres “A grande ideia” não tenha medo de partilhar, pois assim será mais fácil idealizar, a porta se abriu para ti, abre-a também para o teu amigo. Seja um link, ajude o próximo, pois um pão pode ser dividido para 5.

Termino dizendo:

Ideias e pensamentos vagos não têm força suficiente para gerar a energia capaz de transformá-los em realização física. Uma meta vaga ou genérica, sem um plano de acção definido, não passa de uma ilusão.

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