NOSSO JORNALISMO-EVACUAÇÃO E RACIONALIDADE

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Por: Lénio António

Convenhamos que a guerra em Alepo [e não aleppo] ganhou proporções, deveras, muito preocupantes. A todo mundo importa e condói a situação desumana por que passa aquele povo. Tal é o nosso agradecimento aos media, nacionais e internacionais, que, comprometidamente, nos trazem as últimas da capital industrial da Síria. As pessoas esperam e exigem, porém, que as obras jornalísticas sejam de qualidade.

O uso de certas palavras pode distorcer a mensagem textual, o que resulta em desinformação. Quando a imprensa diz que «pessoas são evacuadas de Alepo», fica-se sem perceber se se tratava de uma acção humanitária. A ideia de «evacuação de pessoas» é de todo um disparate. Evacuam-se espaços, transferem-se ou salvam-se pessoas. Já basta o que ocorre no sector nacional da saúde, em que as guias de transferências converteram-se em «guias de evacuação».

Por cá, ainda grassam informações de que, naquele país asiático, a guerra elevou a «racionalização dos custos». Como acontece? Não se sabe. Sabe-se apenas que se os custos são limitados, deve dizer-se «racionamento de custos». Racionaliza-se quando se quer tornar algo eficaz e produtivo à luz da razão.

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