MULATIZAÇÃO COM OS ARTISTAS

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Autor: Simone Abimael

 

 

Para analisamos o assunto, se realmente estamos perante uma prática de racismo por parte de certos artistas, é necessário buscar outras ciências sociais como Antropologia, sociologia, Genética, Medicina, Raciologia, Historia etc.

 

 

O que acontece em Angola, já sucedeu com os antigos conquistadores centro-asiáticos do subcontinente asiático, que consideravam os povos dravidianos inferiores e baseavam suas políticas discriminatórias e segregacionais em marcas corporais definidas em torno da cor da pele. Muitos deles trocavam cor de pele para estar ao pé de igualdade de outras pessoas.

 

 

Os avanços do geneticismo enquanto campos do conhecimento vieram confirmar a inexistência de raças humanas desde sua dimensão biológica. Assim, a variedade da espécie humana, a partir da análise do DNA de cada indivíduo, percebe-se que 95% são encontrados dentro de um mesmo grupo e apenas 5% são determinados intra-grupos.

 

 

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A realidade das raças é, antes, social, política e cultural, geradora de dinâmicas sociais correspondentes que produzem iniquidades de acordo aos portadores das distintas aparências ou marcas raciais. Supor que o mero abandono do termo “raça” por parte dos que sofrem o drama do racismo poderá ser uma causa eficiente para superação do problema.

 

 

EXISTE MESMO RAÇA?

 

 

Mesmo que se possa demonstrar estatisticamente que a população mundial, em termos genéticos, não pode ser dividida em raças, seria necessário, para alguns biólogos, conservar a ideia da existência desses grupos geneticamente mais uniformes.

 

 

O que significa a não existência de raças humanas para a biologia? Significa que as diferenças internas, digamos, aquelas relativas às populações africanas, não são maiores do que as diferenças externas, aquelas existentes entre populações africanas e populações europeias, por exemplo. Ou seja, é impossível definir geneticamente raças humanas que correspondam às fronteiras edificadas pela noção vulgar, nativa, de raça.

 

 

O facto é que a moderna classificação dos seres humanas em raças tomou a antiga nomenclatura das cores, a classificação de povos e de pessoas por cor, e a ela assimilou sua hierarquia própria e racista. A nomenclatura propriamente racista – europoide, negroide, mongoloide e outras já esquecidas – cedeu à classificação e à simbologia das cores, vigentes anteriormente, mas deu-lhes um novo alento e significado.

 

 

A realidade que vivemos em Angola, da não aceitação dos artistas da sua natural cor da pele, leva estes artistas a se sentirem inferiorizados em relação aos outros com a cor da pele diferente, por essa razão procuram forma de alteração da sua cor da pele, para serem vistos também como superior.

 

 

Devemos falar deste assunto em conferências e palestras para que os mais jovens, que gostam destes artistas, não façam o mesmo, realmente eles podem influenciar os menores.

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8 Comentários em "MULATIZAÇÃO COM OS ARTISTAS"

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Edson
Visitante

Gostei do artigo pelas verdades que apresenta. É necessário que o homem (negro) se dispa de todo o preconceito que o rodeia (aprisiona). As vezes chego a conclusão que nós (negros) somos mais racistas do que os povos europeus, pelo facto de não nos aceitarmos como somos, tentando sempre buscar um tom da pele mais clara com aditivo, para esconder a nossa negritude. Temos de mudar de atitude para sermos valorizados.

Nebajot
Visitante
O texto reflecte uma mente académica e bem observadora. Devo concordar que raça só temos uma: a humana; daí que racismo é um termo errado a ser empregue quando se trata de questõs referentes a cor da pele. Colorismo seria, a meu ver o mais adequado, mas vai soar estranho, tão estranho que você vai achar descabido, e é nisso mesmo que reside o problema das cores: Alguém acha estranho, e por isso acredita que tem que desrespeitar o outro achado estranho. Ora mudar a cor da pele, não é tão importante quanto o motivo que faz alguns trocarem a… Read more »
Totomeirelles
Visitante

Bem dito…

Diogonail Wajiza
Visitante

Um texto inteligente com todas explicações claras e oportuno.

Totomeirelles
Visitante

Cada vez mais surpreendente é encantado seus leitores e seguidores…Parabéns Simone Abimael, é desta descodificação de ideias que precisam os intelectuais Angolanos que muitas vezes colocam seus conhecimentos no baú em detrimento de outros interesses inglórios a reputação acadêmica cientifica; A Antropologia e os Antropólogos agradecem pelas reflexões!! Parabéns pelo artigo….

Totomeirelles
Visitante

Prosseguindo caro autor… Como então contrastar seus homólogos e teóricos científicos que insistem na caracterização humana por raças??? E se partimos do princípio filosófico que devemos aceitar—nos como somos, antes de esperar que outros o façam, Não acha que determinada inferiorização dos indivíduos pelas suas cores de pele, é um convite claro as mentes preconceituosas para prática do Racismo?

Jones Adao
Visitante

Rapaz, gostei de ler e nota-se que tens a mente bem aberta e és um grande observador social, continue investigando é contribuindo academicamente para o conhecimento desta jovem sociedade intelectual.
Abraços Jones Adao

Adérito
Visitante

Sendo África o berço da humanidade é sábio dizer que somos todos da mesma raça. E iguais genetica e psicologimente .

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