NKOSO: O PODER DE UMA MÁSCARA

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Autor: Simone Abimael

 
Com a pesquisa realizada no município de Kimbele, a nordeste do Uíge, habitado por quatro subgrupos étnicos: Bayaka, Bassosso, Bankano Ebansamba. Bayaka é que protagoniza a função da máscara Nkoso, que, à semelhança de outras máscaras africanas, está ligada a cultos dos antepassados.
Daí que as máscaras são as formas mais conhecidas da plástica africana. Constituem sentido simbólico variado, apresentam vários significados, e às vezes convertem – se na vontade criadora do artista. Nesta perspectiva, podemos perceber que a escultura já era conhecida e praticada em África, e no antigo e poderoso reino do Congo, e a chegada dos Bayaka neste importante reino desde o século 17, veio proporcionar mais êxito a esta arte ligada ao mundo invisível ou espiritual.

FUNÇÃO SOCIAL DE NKOSO

 

A máscara nkoso é usada pelos Bayaka nas cerimónias de iniciação masculina, denominada lôngua ou nkanda, é acompanhada por outras como Mbawa Nkosi, Mbawa Nsamba, Kakungo, Kissokolo e Cocolo.
Cada uma delas com diferente significado entre os Bayaka. Feita com o tronco de árvores, possuem rosto chamado Mpolo-yi-nteke. Quem as esculpia era o ‘Nganga luvumbo’, que mastiga uma espécie de argila, (mpemba), com o objectivo de atrair a graça ou poder das divindades e afastar o mal no início do fabrico. Usava um pequeno escopro de metal denominado Nkandu.

 
Quando o escultor terminasse o fabrico, as máscaras eram pintadas mediante uma cerimónia denominada Nsosi.
Além da pintura, esta é revestida de fibras vegetais (Mpusu), costurados por um tecido de ráfia (Nzola). O objectivo era de participar nas danças dos rituais de iniciação masculina. A dança chama-se Basonga nkanda, desempenhava o papel de pai dos rapazes iniciados (Bikumbi.)

 
Entre os Bayaka, o Nkoso é uma máscara com poderes especiais e a energia captada por ela fazia transformar quem a tocasse sem autorização e os segredos sobre ela não é revelado a quem não pertence ao círculo dos especialistas da magia, anciãos da aldeia, escultor de mascaras e principalmente a um não iniciado, e caso fosse revelado o castigo era geralmente a infertilidade ou a morte.

 
Além de dançar o mascarado exibia uma pequena bengala (Nkawa), se este tocasse a uma mulher ou jovem não iniciado, esta seria amaldiçoada e o perdão era uma multa.

 
Actualmente estas máscaras são exibidas nos festejos de carnaval e em actos importantes, representando a cultura material do município. Por outro lado, o resgate do papel das mascaras Bayaka no contexto histórico – antropológico, contribuirá para a tomada de consciência da relatividade das crenças e da universalidade de certos valores e aspirações para o conhecimento do papel das escolas de arte em Angola.

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