PRODUTOS BÁSICOS APROXIMAM-SE AOS BOLSOS

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Por: Eugénio Viagem
Está NA BOCA DO POVO, este povo consubstanciado em consumidores e comerciantes, que se animam com a primeira boa nova, desde o último dia do ano passado. A fiscalização do preço dos produtos da Cesta Básica.
O ministério do comércio deu início do ontem (22) o processo de inspecção e fiscalização dos preços de produtos básicos, nos pequenos e grandes estabelecimentos comerciais do país, com o objectivo de pôr fim a subida de preços destes bens.

 
Domingos Sapalo, 39 anos, chefe de família, com 4 filhos, sente-se satisfeito com esta acção e considera  louvável “porque o que se tem verificado é um exagero por parte dos grandes grossistas comerciais”, com pretexto de desvalorização do Kwanza em função do dólar, “fazem especulação de preços no mercado para o mal das famílias angolanas” . Para ele o Estado sendo pai, não poderia deixar a situação avançar ao extremo, “não está ser fácil, hoje em dia não consegui comprar mais sacos de arroz, açúcar, massa, fuba tudo isso” em função do salário que ganha de 40.000 kwanzas, mês.

 
O pai de família está esperançoso, assegura que esta medida vai surtir efeito, embora ache que o Estado atrasou em tomar tais precauções, porque já começa a verificar o abaixamento dos preços de alguns produtos no mercado para a sua satisfação.

 
Por sua vez, Zeferino Manuel, gerente de um Minimercado de venda a retalho nos arredores do distrito da Samba, mostra-se  cansado de tanto ouvir a reclamação dos clientes, ele afirma não ser o causador da tal situação e lamenta o facto de ver os seus clientes a entrarem sempre no seu estabelecimento comercial com caras trancadas, expressão aborrecida, por causa do mau ambiente que o país está viver. Afirma ainda que sobem os preços através dos grossistas, e muitas vezes, não vejam nenhum lucro do dinheiro investido. E com esta notícia da fiscalização dos preços, Zeferino Manuel, ja estava à espera que o Ministério fizesse alguma coisa perante o aumento dos preços exagerados por parte dos grandes comerciantes.

 
Já Ciza Mendes, Funcionária Pública, afirma que o Ministério do comércio tinha que velar por isso muito antes, “porque agora está totalmente alarmante em todo o país”. Mas afirma que ainda se vá a tempo de se minimizar o preço de produtos da cesta básica o que constitui a preocupação número 1 de toda família angolana. “Hoje torna-se muito difícil fazer compras com um valor de 30.000 mil kwanzas” , o que antes praticamente se comprava de tudo um pouco para o seu consumo. Para a Ciza, “o povo só precisa que os preços baixem ou então reduzam de forma regular para não criar frustrações no seio das famílias”.

 
Conceição Antónia, Vendedora ambulante de tomate, há mais de 8 anos, com semblante carregado de tristeza, mostra-se aliviada com a notícia de que se vai pôr fim à especulação dos preços de vários produtos de consumo. Quer ver os preços voltarem a ser como antes para voltar aos lucros no seu negócio. Ela diz que ao invés de ganhar, perde muito o que lhe tem sido difícil para garantir uma elevada quantidade de produtos para vender. A zungueira foi sincera em nos revelar que antes numa caixa de tomate que comprava (1500 a 2000 kzs), lucrava 3500 a 4000kzs. Mas hoje está comprar a caixa no valor de (11.350 à 14.800 kzs), cujo lucro tem sido de 300 kzs, lamenta, e isso fez com que negócio de suas colegas fosse a falência. Disse.

 
A ANÁLISE

No parecer do economista “Osvaldo Pires” do Huambo, Angola é um país de economia de mercado desde 1989. Neste modelo o Estado tem uma intervenção muito reduzida de forma directa na economia,  uma das quais é a de fiscalizar o próprio sistema económico para poder salvaguardar o poder de compra dos cidadãos, o que permite  que os cidadãos consigam saciar as suas necessidades e desejos com poucos recursos que têm. “E atendendo à nossa realidade, onde nos últimos dias temos estado a verificar uma grande subida desordenada dos preços, fruto da actual conjuntura económica e financeira do país, mais de 70 % dos produtos consumidos em Angola é excessivamente importado, isto faz com que nesta altura, com a falta de divisas no país torne os preços de bens e serviços cada vez mais caros”.

 
Segundo o analista, é necessário que o Estado fiscalize melhor o critério de determinação de preços porque alguns preços só estão a subir “porque viram que os outros vendedores também aumentaram”, ou seja, estão a aumentar os preços sem razão nenhuma.

 
A subida do dólar no mercado informal está na base de tudo, mas na realidade quem faz as transferências para o exterior é o (BNA), onde a taxa de câmbio esta em volta de 194 kz por 1 dólar. Portanto, o Economista Aconselha que as pessoas que vão fiscalizar os estabelecimentos comerciais, têm que saber ou conhecer a cadeia produtiva de qualquer bem, para conseguir julgar qual deles está a ser alvo de especulação nacional em que muitos deles, não se justificam a sua subida de preços.

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